14 de maio de 2012

Imprensa: Maysa, um rico amor em Paris (Revista Fatos & Fotos - 1963)


Revista Fatos & Fotos nº 107 de 16 de fevereiro de 1963.

Maysa, um rico amor em Paris


Rainha da Bossa Nova ama Paris porque seu amor está perto: o jovem advogado Miguel.

(Texto e fotos de John R. Van Rolleghem)

"Encontramos Maysa e seu noivo secreto, Miguel Azanza – que de advogado em Madri transformou-se, por amor a Maysa, em seu melhor empresário em Paris –, num apartamento do Fauborg Saint-Germain, que um amigo lhes cedeu.
É um nobre apartamento, cuja história romanesca Maysa conhece inteira e faz questão de contar, antes com uma explicação sobre a decoração que a cerca: “No Rio, gosto de viver rodeada de flores, mas em Paris prefiro a companhia de lindos bibelôs” – declara, enquanto põe em dia sua correspondência, escrevendo sobre um pequeno “bureau” da Revolução, ornamentado com o barrete frígio, e enquanto espelhos estilo Diretório refletem as mil expressões de seu rosto constantemente móvel, que sorri ao noivo Miguel."

ELE

"Elegante e refinado, o novo amor de Maysa sente-se perfeitamente integrado no “Tout-Paris”, ao qual chegou com a credencial de pertencer a uma prestigiada família madrilena.
Maysa mora no Hotel d’Ormesson, que já foi de marquesas, princesas e nobres de Napoleão, até tornar-se um hotel muito cioso de sua tradição. Com tal companhia, Maysa, a rainha da Bossa Nova, constitui uma nota de exotismo entre paredes que falam de amores históricos entre rendas e cetins. "







9 de abril de 2012

Especial: II Festival da Música Popular Brasileira (1966)


II Festival da Música Popular Brasileira (1966)




Em 1966, a música brasileira adentraria numa nova fase de grande popularidade e criação, conhecida como a era dos festivais. Após o sucesso estrondoso do I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior no ano anterior, vencido por Elis Regina com a inesquecível apresentação de “Arrastão” (Vinicius de Moraes/Edu Lobo), todas as emissoras queriam organizar seus próprios festivais e desfrutar da grande audiência e do rebuliço que tais eventos passaram a causar. Após o desentendimento dos patrocinadores com a TV Excelsior, em 1966, o seu diretor Solano Ribeiro migrou para a TV Record levando consigo na bagagem o Festival. Para dar a ideia de continuidade, o Festival daquele ano manteve o nome de II Festival da Música Popular Brasileira, realizado no Teatro Record.

 O casting de artistas da Record incluía cantores do porte de Elis Regina, Jair Rodrigues, Roberto Carlos, Elizeth Cardoso, Chico Buarque e até Maysa, recém-contratada da emissora paulista. A Record iniciava uma grande fase e despontava como líder de audiência. E como já era de se esperar, rumores de possíveis favorecimentos a artistas da casa já circulavam com frequência.
O II Festival da MPB, chama atenção pelo alto nível dos intérpretes e músicas escolhidas, entre os mais de mil inscritos estavam Elza Soares defendendo “De Amor ou Paz”; Maria Odete com “Um Dia”, de Caetano Veloso; Elis Regina com “Ensaio Geral” de Gilberto Gil e “Jogo de Roda” de Edu Lobo e Ruy Guerra.

Maysa, que acabara de retornar ao mundo artístico e estava distante da música brasileira havia um bom tempo, resolveu encarar a prova de fogo e entrar na roda, seria bom para testar a quanta andava sua popularidade mesmo após tanto tempo de ausência. Ela não era a única a se arriscar, gente com muito mais tempo de estrada, como Leny Eversong, a própria Elizeth Cardoso e Isaurinha Garcia, também entraram na onda dos festivais, disputando com cantores muito mais jovens e em início de carreira.

O II Festival da MPB, realizado nos meses de setembro e outubro, teria três eliminatórias, em dias distintos, com doze concorrentes em cada um. Pelo sorteio, Maysa participaria da segunda, defendendo a música “Renascença” de Cláudio Varella e José Pereira (infelizmente, não há nenhum registro gravado), e “Amor-Paz” composição sua em parceria com Vera Brasil, que havia se destacado no festival da Excelsior em 1965.

No dia anterior, logo na primeira eliminatória, já nascia a primeira grande favorita do festival: “Disparada” de Geraldo Vandré e Théo de Barros, interpretada por Jair Rodrigues. A antológica interpretação de Jair arrebatou todos e conquistou o público de primeira. Os versos “Boiadeiro muito tempo/Laço firme e braço forte/Pela vida segurei/Seguia como num sonho/E boiadeiro era um rei”, inscreveram Jair para sempre na historia da era dos festivais da MPB.

Maysa não conseguiu classificar “Renascença” para a final. A música passou despercebida perante o fervor que causou a apresentação da segunda favorita do festival: “A Banda” de Chico Buarque com Nara Leão. A música meio bobinha, mas contagiante, acabou por cair nas graças do público e dominou a noite. Na ocasião, Nara foi acompanhada por uma bandinha de verdade, o que causou ainda mais comoção na plateia. 
Na terceira eliminatória, Maysa cantou “Amor-Paz”. A música agradou a crítica e conseguiu se classificar para a final do festival sem maior alarde. O júri determinou que a apresentação de Nara Leão, mesmo já classificada para a final,  fora prejudicada por problemas técnicos, portanto, ela teve que se apresentar mais uma vez com “A Banda”, no mesmo dia em que Maysa apresentou “Amor-Paz”. A direção da Record, para acirrar ainda mais a disputa, também sugeriu que Nara se apresentasse junto com Chico Buarque ao violão, não teve para mais ninguém. “A Banda” acabou de conquistar os que ainda não haviam sido conquistados. E o festival finalmente se delineou entre as duas canções – “A Banda” e “Disparada”.

Poucas vezes uma disputa causou tanto frenesi na história da música brasileira. São Paulo estava dividida ao meio, o país estava dividido ao meio. A pergunta do momento era – Quem levaria o festival? “A Banda” ou “Disparada”?. Nos bares, nas repartições públicas, nas escolas, nos trens, nos ônibus...só se falava disso! E não parava por aí, formaram-se verdadeiras torcidas organizadas a favor e contra as duas músicas, o clima de tensão era imenso e foi se acirrando a cada dia que chegava mais perto do dia da final.

No dia da final, o público só tinha atenção para as apresentações de “A Banda” e “Disparada”, todas as outras músicas, mesmo que por melhor que fossem, foram completamente eclipsadas. Naquele ano, pode-se dizer que nascia definitivamente após vários ensaios, o que comumente chamamos de MPB – a música brasileira moderna, tal como conhecemos. Fruto de vários estilos musicais nacionais, como o Samba-Canção e a Bossa Nova. Uma nova geração trazida pelos festivais, também personificava isso. Elis Regina, Edu Lobo, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, eram apontados como representantes da novíssima música brasileira.

Elis e sua trupe, também se tornariam os maiores expoentes da música de protesto, que driblava a forte censura dos anos de chumbo da ditadura militar, em canções que marcaram época na história da MPB, e muitas delas, também tiveram seus momentos marcantes durante a era dos festivais. No lado oposto a tudo isso, estava Roberto Carlos, já intitulado o Rei do Iê-iê-iê. Roberto e sua trupe representavam a música jovem, descompromissada e desinteressada, sem nenhum propósito, com nítida inspiração nos Beatles.

Como se pode observar, Maysa não estava em nenhum dos dois lados. Pairava acima de todos, mas não inquieta. Não fazia a mínima questão de glorificar a música de protesto (“A canção brasileira está povoada de imbecis que querem fazer protesto e nem sabem por qual motivo estão protestando”). Mas, também, não poupava crítica a Jovem Guarda (“Isso é um modismo idiota, que quanto mais depressa passar, melhor”). Maysa não integrava nenhuma das duas facções reinantes na música brasileira daquela época, mas muito menos representava a Velha Guarda, da qual nunca pertenceu. No II Festival da Record, esse panorama da MPB começava a se delinear com força. De um lado, o engajamento quase social da “Disparada” defendida com força e garra por Jair Rodrigues. Do outro, o estilo escapista e bobo de “A Banda” de Chico Buarque e Nara Leão, mesmo que no futuro, seu autor tenha sido um dos maiores artistas contestadores do regime militar na MPB.

No dia da grande final, na sequência definida por sorteio, Maysa teve o azar de cantar logo depois das duas grandes favoritas, especificamente, depois da apresentação de Chico Buarque e Nara Leão. Ninguém mais naquela noite queria ouvir nenhuma música, a plateia ansiava loucamente pelo resultado da final, por isso, Maysa obteve uma amarga vaia quando entrou no palco para cantar “Amor-Paz”. Mas, uma vez Maysa, sempre Maysa! Com seu jeitão imperativo de costume, ela logo domou o público em questão de segundos. Abafando qualquer vaia.

A direção da Record, temendo que a turba enfurecida, em que se tornaria à torcida derrotada, destruísse o Teatro Record, optou por uma decisão inédita: empate entre “A Banda” e “Disparada”. Evitando assim, o vexame de que Chico Buarque, caso ganhasse, recusasse  o troféu Viola de Ouro, já que o próprio autor de “A Banda” reconhecia a superioridade da rival “Disparada”. Inclusive, a decisão original do júri do festival era que a música de Geraldo Vandré e Théo de Barros fosse a grande vencedora.

Entre mortos e feridos, Maysa escapou ilesa. Na classificação geral da final, “Amor-Paz” acabou em 6º lugar, atrás de “Ensaio Geral” de Gilberto Gil, cantada por Elis Regina, que obteve o 5º lugar. Em 2º lugar ficou Elza Soares, com “De Amor ou Paz” de Luiz Carlos Paraná e Adauto Santos.

 No fim das contas, o II Festival da Record e o I FIC (realizado pouco tempo depois), marcaram a chegada de uma nova era a MPB, mesmo que ainda fossem somente um prenúncio das disputas e momentos inesquecíveis que viriam acontecer na era dos festivais. E teriam seu auge nos dois anos seguintes, mais especificamente no III Festival da Record (1967) e III FIC (1968), considerados pela maioria absoluta como os melhores da era dos festivais, antes do esgotamento do modelo, nos anos 70.

 A apresentação de Maysa no II Festival da Record agradou bastante a imprensa, e apesar do domínio total que a “A Banda” e “Disparada” exerceram, a canção de Maysa e Vera Brasil também agradou muito e fez sucesso, sendo fortemente cogitada como uma das vencedoras. “Amor-Paz”, infelizmente, não teve o reconhecimento merecido, porque foi uma das melhores letras escritas por Maysa em sua carreira.  Até o vestido dela chamou atenção, como disse o jornal O Estado de São Paulo, pondo-a no 1º lugar das mais bem vestidas, ao lado de Elza Soares. No mais, Maysa fez bonito e provou que estava a par das renovações musicais, como observou a revista Fatos & Fotos, acrescentando:
“A nova onda – que manteve na crista o compositor Geraldo Vandré e os intérpretes Jair Rodrigues e Elis Regina, assim como o Quarteto em Cy e o MPB-4 – revalorizou Maysa. [...] Maysa retornou em plena forma, demonstrando capacidade de adaptação às novas formas surgidas.” 






 









14 de março de 2012

Imprensa: Maysa quer se casar outra vez! - Revista do Rádio (1963)


Novo casamento de Maysa

Anunciado pela própria cantora


Maysa é uma mulher de personalidade, além de artista consagrada e personalidade querida de todos. Ela sabe o que quer, amando a vida e a sua música. Agora especialmente Maysa está vivendo em estado de encantamento. O motivo é mais do que razoável: a cantora está amando intensamente. E não faz segredo de que encontrou seu verdadeiro amor, na pessoa do elegante advogado espanhol Miguel Azanza. Os dois se conhecerem na Europa e ficaram apaixonados à primeira vista.  O romance começou a alguns meses e Miguel veio com a estrela ao Brasil porque os dois não suportaram a hipótese de separação ainda, ainda que por pouco tempo. Em conversa com a reportagem da REVISTA DO RÁDIO, Maysa confidenciou o propósito, seu e de Miguel, de casamento muito em breve. Eles deverão contrair matrimônio no México (de modo que a cantora é desquitada no Brasil) dentro de algumas semanas. De lá eles seguirão para a Europa onde Maysa tem novos e importantes contratos artísticos a cumprir. A foto mostra Maysa e Miguel, numa foto de um intervalo de programa da cantora na TV Tupi.



(Publicado no nº 725 da Revista do Rádio em 1963.)


29 de fevereiro de 2012

O álbum de Maysa: De cigarro em cigarro



O álbum de Maysa

De cigarro em cigarro























OBS: o blog oficial Maysa não incentiva de nenhum modo a prática do fumo. 

15 de fevereiro de 2012

Poema



Todo llegó
Con fuerzas,
Bravíamente,
Rompiendo,
Llegando,
Y se hizo la calma total.

El verde quedó verde,
La chica quedó renga,
La vieja seguía vieja,
Pero la calma... total.

No hubo una sola vez
Qué coraje tuviera de gritar,
De deshacerse,
Y preguntar.

Las piedras a los pies ya no herían
La noche,
El día,
Igual...

¿Quién ha muerto?
¿El mundo, o yo? 

Maysa

(Poema de Maysa escrito em Espanhol e publicado na Revista O Cruzeiro, em 1962.)


7 de fevereiro de 2012

Coluna: Disco da semana


Convite Para Ouvir Maysa


Gravadora: RGE

Ano: 1956

Faixas: *
1-     Marcada
2-   Não Vou Querer
3-    Agonia
4-   Quando Vem a Saudade
5-    Tarde Triste
6-   Resposta
7-    Rindo de Mim
8-   Adeus

* Todas as canções de autoria de Maysa.

Análise:

Todos já conhecem a famosa história de como Maysa foi descoberta, e de como se sucedeu o convite feito por Roberto Corte-Real a Maysa, para a gravação de um disco. Também como todos sabem, o marido de Maysa – André Matarazzo, foi contra. Apenas depois de muita insistência, André consentiu que Maysa gravasse esse disco. Como ela estava grávida na época, uma das condições impostas por André, foi a de que Maysa só gravasse o disco depois do nascimento do seu filho.

Uma das curiosidades que envolveram esse disco, é que o produtor Roberto Corte-Real, era funcionário da gravadora Columbia na época, e quando levou aos seus superiores a ideia de gravar um disco de Maysa. Mas, aos olhos do diretor da gravadora, gravar um disco de uma senhora da sociedade, desconhecida e que sequer era uma cantora, parecia um absurdo. Corte-Real teve que engolir a seco a resposta do diretor da Columbia: “Quantas cópias o marido dela vai comprar?”

Corte-Real procurou então o amigo José Scatena, dono da pequenina RGE, que até então só se limitava a gravar jingles publicitários e discos de quase nenhuma repercussão. Segundo o próprio Scatena revelou anos depois, ele sinceramente não acreditava no sucesso daquela empreitada, mas diante do ineditismo do projeto, resolveu topar pra ver do que daria toda aquela maluquice.

Passado o nascimento do bebê Jayme e o período de resguardo, Maysa pôs-se a gravar. Todas as 8 faixas do LP de 10 polegadas, foram preenchidas com composições de autoria de Maysa, ela não aceitava sugestões e só gravava aquilo que queria. Acompanhada pela Orquestra RGE, conduzida pelo maestro Rafael Puglielli – que ficou famoso pelo programa Música & Fantasia da TV Record na época – também era o responsável pelos arranjos do álbum.

As gravações do primeiro disco de Maysa não foram nada fáceis. Ela era uma novata, nunca tinha entrado em um estúdio de gravação antes e na época, a tecnologia arcaica exigia que se repetissem as gravações de uma mesma música várias vezes até encontrar a melhor versão, porque ainda não existiam os modernos aparelhos de edição atuais. Era quase final de 1956 quando o disco foi finalmente “lançado” nas lojas. Entre a série de restrições impostas por André Matarazzo, estava a de que Maysa não podia exibir seu rosto na capa do disco (por isso a foto da capa é a de um arranjo de orquídeas), nem usar o sobrenome Matarazzo – que só aparece na contracapa do álbum. E o mais importante, era que o disco seria feito em caráter beneficente, toda a renda seria destinada  ao Hospital do Câncer, de Dona Carmen Annes Dias Prudente – o que vetava qualquer possibilidade de carreira profissional de Maysa.

Todas as canções do disco seguem a mesma temática: amores acabados, sofrimentos e tristezas. Qualquer ouvinte perceberia rápido que ali estava uma cantora característica do estilo Samba-Canção – e das boas. São canções que refletem a infelicidade de Maysa em seu casamento e já prenunciavam o fim do enlace matrimonial. Em “Marcada”, “Não Vou Querer” e “Tarde Triste” (seu primeiro grande sucesso), isto fica bem claro. A exceção era “Adeus”, sua primeira composição, escrita por ela quando tinha só 12 anos. É uma letra que fala sobre amizade e despedida, quase banal, mas que ganhou roupagem densa do maestro Puglielli.

Puglielli usou instrumentos mais utilizados em música erudita do que num disco de música popular – Harpa, Oboé e Violoncelo – estão presente nas faixas deste LP. Convite Para Ouvir Maysa é um bom disco, mas o excesso de cordas em algumas faixas prejudica as músicas e a voz pequena e quase rouca de Maysa, o que acaba dando uma cara de “datada” as músicas.

Convite Para Ouvir Maysa era um disco que tinha tudo para não ter acontecido, para dar errado. Um disco de uma cantora desconhecida, que ninguém tinha ouvido falar, e que sequer tinha seu rosto na capa do LP. Era um álbum fadado ao fracasso. José Scatena sabia disso e por isso chamou o locutor Walter Silva (famoso pela dublagem do personagem Pica-Pau no Brasil), um grande entendedor do assunto, pra que ele ajudasse na divulgação do disco de Maysa.

E mais uma vez ela conseguiu driblar a censura de André Matarazzo. Junto com Walter Silva, os dois perambularam pelas rádios de São Paulo e do Rio de Janeiro, na tentativa de desempacar as primeiras 500 cópias do LP. O argumento de Maysa para André Matarazzo foi genial: Não se pode gravar um disco em caráter beneficente sem que ele venda. O disco precisava tocar nas rádios e afinal de contas, gerar alguma renda para que aí sim ele tivesse seu caráter reconhecido.

E não demorou muito pra que isso acontecesse. Em pouco tempo a qualidade daquele trabalho era reconhecida e a voz de Maysa estourava no eixo Rio-São Paulo. A RGE, que estava à beira da falência, foi salva pelo disco desacreditado de Maysa e mandou prensar mais 500 cópias depois daquelas primeiras 500 e assim por diante. A jovem cantora começou a receber vários convites de rádios, shows e televisão...e o resto desta história a gente sabe muito bem qual é.

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