28 de janeiro de 2010

Coluna: Disco da Semana


Maysa Sings Songs Before Dawn


Gravadora: Columbia Records
Ano: 1961
Faixas:
1-     You Better Go Now (Robert Graham / Bicley Reichner)
2-     Something To Remember You By (Howard Dietz / Arthur Schwartz)
3-     The End Of a Love Affair (E. C. Redding)
4-     A Noite Do Meu Bem (Dolores Duran)
5-     If I Forget You (Irving Caesar)
6-     Ne Me Quitte Pas (Jacques Brel)
7-     When Your Lover Has Gone (Eina Swan)
8-     Mean To Me (Fred Ahlert / Roy Turk)
9-     The Man That Got Away (Harold Arlen / Ira Gershwin)
10-  Autumn Leaves (Jacques Prevert / Johnny Mercer / Joseph Kosma)
11-  I’m a Foll To Want You (Herron / Frank Sinatra / J. Wolf)
12-  La Barca ( Roberto Cantoral)

Análise:
Sings Songs Before Dawn é um disco daqueles que nos deixa boquiaberto. Ninguém poderia imaginar que o famoso cosmopolitismo de Maysa fosse brilhar num álbum todo produzido e gravado nos Estados Unidos. Maysa canta em quatro idiomas, interpretando releituras de grandes sucessos da música popular americana, como "You Better Go Now" e "The End Of a Love Affair"; do repertório de estrelas como Billie Holiday e Frank Sinatra. Gravado em Nova Iorque durante o inverno de 1960/1961, o álbum contou com arranjos sofisticados e regência do maestro Jack Pleis. Maysa encarnava a legítima cantora americana em números como a sensual "You Better Go Now", a provocante "When Your Lover Has Gone" e a romântica "The End Of a Love Affair". Tem também a primeira gravação de "Ne Me Quitte Pas", um dos maiores sucessos de sua carreira, e a singela "A Noite Do Meu Bem", da grande amiga Dolores Duran, seria a única gravação em português do álbum. Maysa também surpreende com interpretações arrebatadores dos clássicos "The Man That Got Away" (grande êxito de Judy Garland), "Autumn Leaves" (com letra em francês e inglês) e a tristonha "If I Forget You". Por último, vinha o clássico bolero mexicano "La Barca", numa de suas melhores versões. Infelizmente o disco jamais foi lançado no Brasil, porém chegou a ser lançado na Argentina, no Uruguai e no Peru com o nome de La Noche De Mi Amor.

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21 de janeiro de 2010

Sua luz permanece

“Maysa é como as cigarras. Morreu ao entardecer, mas seu canto será eterno” (Billy Blanco)


Hoje, mais exatamente as 17h50. São 33 anos de saudade, sem a nossa grande estrela. Preferimos economizar as palavras, para esta homenagem que preparamos a Maysa. Tentamos colocar os nossos sentimentos, que são um tanto quanto inexplicáveis e fortes nesse momento. Maysa, agora o momento é seu. Nós não existimos sem você. (Paola)


"É fim de noite, nossa estrela foi embora, a tristeza chora, Maysa se foi agora. Meu coração chora, chora de tristeza, chora de saudade, saudade de alguém que não conheci e que vive em mim intensamente. Maysa se foi antes da hora, se foi antes que eu a conhecesse, a mim só resta esperar o dia, o momento em que eu irei ao seu encontro, verei a deusa imaginada nos sonhos pensados. Maysa pra mim representa tudo, várias faces de uma única mulher, inúmeros adjetivos, qualidades, é liberdade, é amor, intensidade, verdade é luta! Luta de uma única mulher, contra toda uma sociedade hipócrita em busca da sua felicidade, é a intensidade de uma pessoa que amava sem medo, que se entregava aos sonhos e ia a luta em busca deles, uma mulher livre que só fazia o que queria e o que gostava, uma mulher apaixonada pelo amor, por ele viva e sofria, amava e chorava. Maysa para sempre ficará em meu viver. É como um hino que clama pelo amor, que quer por ele viver e por ele morrer, apenas por ele. São dois olhos verdes mágicos que brilham de vida, que iluminam, que entontecem e jamais esmorecem. Falta-me palavras, não há como me expressar, eu queria dizer muito e muito mais, mas será que basta dizer que o meu amor por ela é enorme demais? Pra mim não é cafona sentir dor, não é feio sofrer por amor. Maysa me fez buscar o amor, acreditar na liberdade e lutar pela felicidade. Ela se foi antes da hora, mas agora vê a sua paz, a paz vislumbrada, nos sonhos, nos versos...Ela há de estar muito bem, em meio a sua paz que ela sempre almejou, ao redor da felicidade, da felicidade tantas vezes sonhada. Maysa eu só queria dizer que eu te amo! Até um dia, até talvez, até quem sabe..." (Vitor)



Maysa, eu não existo sem você
"Maysa, a mulher, o mito, a cantora.
Viveu uma vida apaixonada.
Uma vida de amores.
Uma vida totalmente intensa.
Só fazia o que queria e o que pensava.
Não exitava e por vezes, não media consequências.
Verdadeira sempre.
Ousada ás vezes.
Desafiadora, contestadora e um forte!
Um forte que desmoronava sempre!
E logo se reerguia.
Sempre com seus medos e inseguranças,
Forte demais.
Exagerada demais.
Porém, frágil e sensível muito mais!
Vivia como queria.
Vivia no pleno sentido da palavra liberdade.
Cantou plenamente o amor.
São esses: O amor e a dor, a vida de Maysa.
Sua história se mistura a esses sentimentos.
E se alguém não quisesse ou não quiser entendê-la, ela não se importaria, porque ela era muito mais feliz do quem já falou ou vai falar dela.
Maysa, ''Se você não existisse, teria que ser inventada.''"
(Vitor)
"Há pessoas que mesmo quando partem não se vão de todo. Sem dúvida alguma, Maysa não se foi inteiramente. Gente como Ela, deixa muita coisa; partem deixando sua luz. O brilho de Maysa ficou, mesmo a estrela tendo partido - naquela tarde de um verão, até então feliz . O mundo inteiro sentiu um vazio. A falta do espaço ocupado por Maysa provocou abalos indefiníveis nos corações de quem a amava. Mas Ela foi generosa, deixou presentes infinitos e incomparáveis; deixou seu ar – respirava a música, poesia, as noites da velha boemia, a fumaça dos eternos cigarros, misturados a brisa de céu e de mar. Nos deixou a inefável imagem de seus “dois oceanos não- pacíficos”, olhos que choraram as noites sozinhas, que brilharam nos dias de sol, olhos que emudeceram poetas. Olhos que viram coisas que ninguém imagina que existam; olhos que com sede, descobriram o mundo, talvez não da maneira mais fácil, mas a mais verdadeira, a mais pura, a mais inocente. E que com esses olhos, ganhou o mundo & o mundo os ganhou como um eterno presente, que perdura em todas as almas e os corações, que tem a pureza, e a bondade de entendê-los. Maysa, você “foi um clarão de beleza, sua luz permanece. Ela volta hoje mais viva que nunca. Volta triunfante, mesmo sem estar de pernas de fora cantando um belo “Light my fire”. Na verdade Maysa não ‘volta’ e sim, permanece. Já é uma constante em nossas vidas; entoando seus versos machucados pelo amor, mas acima de tudo, verdadeiros, e humanos." (Marina)

 "Esta mulher viveu. Viveu em todos os sentidos, de todos os jeitos. Mas sempre de seu modo, com a sua maneira de ver e entender o mundo. Não seguiu as regrinhas miúdas do jogo. Ela fez o jogo. E jogou pra valer. Viajou o mundo todo, conheceu as melhores e as piores pessoas; aprendeu a lidar com elas, com as alegrias e as dores que as fizeram. Sofreu e fez sofrer. Amou e foi amada. Talvez tivesse amor demais para dar. Fumou incontáveis cigarros, que representaram talvez, cada amor perdido, cada desilusão. Bebeu a vida em intermináveis goles. Goles que não tiveram os melhores gostos; provou os dissabores da vida. Uma mulher linda, inteligente, pura, uma pessoa de bem. Com olhos mágicos, como os de uma porta – basta olhar lá dentro, que já se descobre o que há do outro lado –. Com uma boca, que cantou como ninguém- o amor, – e a dor que fez a falta do mesmo–. Uma artista assim como Maysa, só existe uma vez na vida. Não haverá ninguém que substituirá Maysa nem que preencherá essa enorme saudade que ela deixou. Ninguém sabe o quanto Maysa é especial pra mim, nem o quanto a amo. E nem eu sei o quanto a amam; porque cada coração tem um jeito de amar em sua própria dimensão. Só sei que o meu coração não tem dimensões para ama–lá, porque meu amor por ela é infinito, e incondicionalmente: ETERNO. Maysa, eu te amo." (Marina)Nos diários e nos poemas, Maysa também deixou seu adeus. Na sua última anotaçao disse: “Hoje é novembro de 1976. Sou viúva, tenho 40 anos. Casei meu filho há uns dias e sou uma mulher só. O que dirá o futuro?”

Em um dos últimos poemas, Maysa se mostrava esperançosa, mas ainda com aquela angústia no peito que carregou por grande parte de sua vida. Com esse poema “Paz Vislumbrada”, fizemos um vídeo com imagens marcantes e emocionantes de Maysa.



video


Paz Vislumbrada
“Eu estava com medo,
olhava o mundo
com grande terror...
Agora estou alegre,
eu estou contente.
Giro pelo mundo vendo gente,
mas essa gente
me faz feliz.
É o sinal do tempo
pra que eu não me esqueça
que isso é só uma trégua
na dor que já conheço
e na volta da dor a mim,
depois da paz vislumbrada.
Por fim me fará louca,
espantosamente louca
e pedras atirarei pelos caminhos,
por onde terei que arrastar meu corpo
pra que me machuquem
antes de que outras,
as mais duras,
abram minha cabeça
e descubram minha inocência.”

(Maysa)


video


"...e se alguém interessa saber, sou bem feliz assim, muito mais do quem já falou, ou vai falar de mim." (Maysa)
"Maysa, nós te amamos."

18 de janeiro de 2010

Coluna: Música da semana


Título: "Morrer de Amor"
LP: Maysa (1966)


Maysa (1974)



Autores: Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini

Análise:
A música é simplesmente sublime! Magistral, tocante. Maysa a interpretou duas vezes, ironicamente no seu LP que comemorava 10 anos de carreira e no LP que foi o seu último. Ela conseguiu por a alma na música, como já fazia com outras canções como "Ne Me Quitte Pas" e "Hino Ao Amor". É tanta a emoção, que os sentimentos logo afloram em forma de lágrimas. Maysa está toda nesta canção. Nos versos "Andei sozinha, cheia de lágrimas, pelas estradas de caminhos sem fim..." temos a impressão de que a canção foi composta por ela! De fato Maysa andou sozinha e cheia de lágrimas inúmeras vezes por toda sua vida. A música retrata um coração machucado, despedaçado, cansado de sofrer, que só espera morrer de amor. Seria esse o coração de Maysa? O acaso faria com que essa fosse a música de seu último LP. A todos uma ótima semana. Viva Maysa!

14 de janeiro de 2010

Maysa entrelinhas

Só numa multidão de amores - Lira Neto



O “Só numa multidão de amores”, é uma espécie de diário de Maysa. O autor Lira Neto, que teve acesso aos arquivos pessoais de Maysa, soube como ninguém se tirar de cena e nos apresentar Maysa intimamente, com todos os seus problemas, amores, qualidades, glórias e fracassos. Ele se entregou profundamente, foi atrás de relatos importantíssimos, com base em cerca de 200 entrevistas. O livro mostra fases da vida dela desconhecidas e fatos surpreendentes. É a oportunidade perfeita de conhecer totalmente a cantora, cuja história de vida é inigualável e encanta e emociona a todos. É de perder o fôlego a cada página virada, impossível conter o riso e as lágrimas, ao longo da leitura. Na parte final, a mais emocionante e triste de todas é praticamente impossível conter as lágrimas. Com uma narrativa quase poética, é extremamente emocionante! Podemos contar ainda com duas partes de fotos. Um livro maravilhoso, como tinha de ser, afinal, Maysa é a biografada.

Maysa - Jayme Monjardim


O “Maysa”, de Jayme Monjardim é um livro absolutamente fascinante. É composto de fotos, poemas de Maysa e dedicados a mesma, trechos de autobiografia e trechos de entrevistas. Nele podemos mergulhar nos pensamentos, angústias e esperanças de Maysa, contando com fotos de extrema personalidade que mostram todos os instantes da de sua vida. Nele há poemas em sua homenagem, frutos de vários gênios da poesia, como Manuel Bandeira, Pablo Neruda, Jorge amado e Carlos Drummond de Andrade. É um livro que emociona e mostra as várias faces de uma mulher.


Meu mundo caiu. A bossa e a fossa de Maysa - Eduardo Logullo




O “Meu mundo caiu. A bossa e a fossa de Maysa”, de Eduardo Logullo contém entrevistas interessantíssimas e vários relatos de amigos e companheiros de Maysa. Porém autor comete erros inadimissíveis, fugindo do assunto principal, assim, ocultando coisas de maior importância. Utiliza uma linguagem flexível e dinâmica. Seria uma leitura muito gostosa, se fosse mais confiável.


Maysa - José Roberto Santos Neves




O “Maysa”, de José Roberto Santos Neves, foi o primeiro livro a biografar Maysa. Publicado pela primeira vez em 2005, dentro da coleção Grandes Nomes do Espírito Santo (primeira foto),cuja nova edição foi revista pelo autor, ganhando novas informações e mais fotos. Por ser o primeiro, e não ter nenhum outro de referência é exelente e bem fiel a personagem. Além de ser um livro bem interessante e gostoso de ler, é muito legal ver que foi dessa iniciativa que surgiram as outras biografias. Possui também fotos interessantíssimas intercaladas entre os capítulos e no final do livro. É também um relato carinhoso da vida desta artista imensa com vista de diferentes pontos de sua vida intensa. Uma leitura muito interessante, vale a pena ler.

13 de janeiro de 2010

Coluna: Disco da Semana


Canção do Amor Mais Triste



Gravadora: RGE
Ano: 1962
Faixas:
1-     Favela (Joracy Camargo / Hekel Tavares)
2-     A Mesma Rosa Amarela (Carlos Pena Filho / Capiba)
3-     Nós e o Mar Roberto (Menescal / Ronaldo Bôscoli)
4-     Fim de Noite Ronaldo (Ronaldo Bôscoli / Chico Feitosa)
5-     Round Midnight (B. Hanighen / T. Monk / C. Williams)
6-     Canção Do Meu Amor (Caetano Zama)
7-     Canção Do Amor Mais Triste (Édson Borges)
8-     Água de Beber (Vinicius de Moraes / Tom Jobim)
9-     O Amor que Acabou  (Chico Feitosa / Luiz Fernando Freire)
10- Mil Flores (Marcos de Vasconcelos / Chico Feitosa)
11- Louca De Saudade (Denis Brean)
12- Ah! Se Eu Pudesse (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)

Análise:
Logo após o insucesso de Barquinho, muita gente achou que com Canção do Amor Mais Triste, Maysa havia caído em si e renegado a Bossa Nova, só que a coisa não era bem assim. O álbum lançado na primavera de 1962,  é um dos discos mais brilhantes da cantora gravado no período RGE; com arranjos e regência do maestro Erlon Chaves, e direção musical de Rubem Perez - o Pocho. Maysa se apresentava mais madura e com interpretações realmente arrebatadoras. Contrariando quem dizia que a cantora renegara a bossa nova, ela apresentava a batida contagiante de "A Mesma Rosa Amarela" e o refrão viciante de "Água de Beber". O ritmo da Nova Onda também é nítido nas autênticas bossas  - "Nós e o Mar", O Amor Que Acabou", "Louca de Saudade" e "Ah! Se Eu Pudesse". Mas, há também o toque melancólico de "Canção do Amor Mais Triste" e "Canção do Meu Amor". "Fim de Noite", de autoria de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, conta com arranjo delicado, que contribui para o tom melancólico da canção e que se ajusta perfeitamente à voz aveludada e quente de Maysa. Por sinal, ela demonstra sua forte veia jazzística naquela que é para mim a melhor faixa do álbum: "Round Midnight"; a canção que é um dos maiores clássicos do jazz americano. Nesta faixa, Maysa chega a superar as clássicas interpretações desta música, pertencentes à Ella Fitzgerald e Miles Davis.  Maysa é uma verdadeira mutante, no mesmo disco a cantora consegue ser sensual, dramática, noturna, solar e enigmática. É simplesmente bárbara! O álbum foi relançado em CD, totalmente remasterizado, pela gravadora Som Livre, em 2003.

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6 de janeiro de 2010

O estilo de Maysa

Olá amigos!
Hoje vamos falar sobre um assunto atualíssimo em que Maysa se insere perfeitamente: estilo!
O que todos mais falam ao lembrar de Maysa são as famosas túnicas e o cabelo em estilo ‘leoa’ que a cantora usava durante a década de 70. Mas Maysa é muito mais que isso, a cantora adorava mudar a cor e o penteado dos cabelos, gostava muito de maquiagem e usava delineador em excesso para demarcar os famosos olhos verdes, algo marcante ao falar de Maysa. Porém no modo de se vestir ela era muito clássica e frisava mais a elegância do que o luxo, talvez herança dos tempos em que ela era casada com um membro da memorável família Matarazzo que exigia acima de tudo rigidez moral e isso se estendia ao modo de vestir. Isso ficou claríssimo no figurino maravilhoso usado por Larissa Maciel na minissérie ‘Maysa Quando Fala o Coração’ de 2009, como vemos abaixo no único figurino da minissérie que pertenceu a Maysa:



Agora vamos fazer a divisão do estilo de Maysa por décadas:


Anos 50: Quando Maysa despontou para o estrelato em 1956, a cantora ainda sofria muita influência do estilo recatado e simples que era exigido á uma mulher de boa família. Ela se apresentava com vestidos muito elegantes de grandes nomes da alta costura. Maysa sofreu com excesso de peso e usava muitos vestidos pretos para disfarçar, sempre com a elegância que lhe era peculiar. Mas também usava vestidos luxuosos com saias amplas e cintura bem marcada como se pode ver no vídeo de sua apresentação no Japão em que ela usa um modelo bem ao gosto dos anos 50. Além disso, Maysa usava muitos vestidos tubinhos, tomara-que-caia e com alças, moda na época. Na maquiagem ficaram marcantes o forte batom vermelho e os olhos verdes bem delineados por lápis. A cantora adorava colares e pulseiras de pérolas.







Anos 60:
Na década de 60, Maysa iniciou excursões pelo mundo inteiro e fixou residência na Europa, usando muitos vestidos de gala, principalmente os do tipo ‘tubinhos’. Maysa durante esse período mudava constantemente a cor e o penteado dos cabelos, longos, curtos, pretos, loiros, uma espécie de camaleoa. Em 1966 a cantora retornou ao Brasil para o FIC, magérrima surpreendendo a todos. Ao retornar definitivamente ao Brasil em 1969 mais bela e magra, Maysa ousou e surpreendeu em uma temporada na cervejaria Canecão com seu figurino, o primeiro era uma túnica marroquina bordada a ouro e o segundo era um minivestido de paetês que levou o público ao delírio.







Anos 70: Na década de 70, Maysa entrou por novos rumos como o teatro e as novelas, e fez um ‘auto-exílio’ em sua casa de praia em Maricá, reservando sua aparição a algumas apresentações marcantes em especiais na TV. No quesito moda, a cantora estava em sua melhor fase, mais madura e linda, optava pelas túnicas longas e estampados, batas e kaftans, uma característica marcante dos anos 70 influenciado pela revolução hippie. Na maquiagem, Maysa passou a usar batom em toms rosa claro ou nude, com pouco delineador e rímel e mais sombras coloridas. Mais sem dúvidas o que mais marcou foi o cabelo estilo leoa levemente desalinhados. Maysa tinha um estilo próprio que marcou época.




VIVA MAYSA!